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SOUGWEN CHUNG: A POÉTICA DA INTERAÇÃO HUMANO-MÁQUINA
No contexto da RECURSIONS recursion, uma exposição individual de @sougwen no @ArtBasel Hong Kong 2026, esta entrevista explora como Chung desenvolveu uma prática em que o desenho se torna um local de homem-máquina colaboração, usando IA, robótica e pesquisa incorporada para questionar autoria, agência e presença.
↓ Leia um resumo abaixo:

Sougwen Chung é uma artista, pesquisadora e fundadora baseada em Nova York–Londres, um estúdio que explora a relação em evolução entre humanos e sistemas inteligentes. A prática deles se concentra na interação humano-máquina através do desenho, performance e robótica. Chung considera a inteligência artificial não como uma ferramenta, mas como uma colaboradora, uma parceira em evolução no gesto, memória e meditação. Seu projeto em andamento, Drawing Operations Unit: Generation (2015–), traduz biosinais e dados neurais em atos compartilhados de criação de marcas entre humano e máquina, questionando autoria e presença na era digital. O trabalho de Chung lhes trouxe reconhecimento internacional, tendo sido exibido no Victoria & Albert Museum, Haus der Kunst, Art Basel e The Drawing Center, e colecionado por grandes instituições, incluindo o V&A, o primeiro a adquirir um modelo de IA. Ex-pesquisador do MIT Media Lab e Bell Labs, Chung foi recentemente homenageado com o TIME100 Impact Award e incluído entre as 100 Pessoas Mais Influentes em IA pela TIME.

H: Como começou sua prática? O que fez você desenvolver aquele primeiro sistema de Operações de Desenho há dez anos?
Sougwen Chung: Considero-me uma praticante de longa data — começando com instrumentos e computadores desde jovem. A prática se transformou em uma devoção ao desenho em todas as suas formas — como performance, como dados de movimento e como meio ecológico e relacional. Essas ideias surgiram inicialmente na busca pela beleza de um gesto não humano, no meu projeto Drawing Operations, quando eu era pesquisador no Media Lab do MIT em Boston. Recentemente celebramos nossa retrospectiva de 10 anos na Alemanha: nossa pesquisa artística sobre colaboração incorporada.


H: Como você descreveria sua relação criativa com a D.O.U.G.?
SC: D.O.U.G. é um acrônimo para Drawing Operations Unit: Generations — indiretamente inspirado na nomenclatura acrônima de projetos como AARON, de Harold Cohen. Vejo minha relação criativa com D.O.U.G. como uma colaboração incorporada — um sistema coestético no qual humano, máquina e ambiente são encarregados de gerar coreografias abertas de sensação e significado. Para mim, a premissa colaborativa é de fazer com, tornar-se com, em um estado de relação, e não de redução. Talvez de forma mais simples, colaboração é uma relação enraizada na mudança e na consciência de que nossas relações com a tecnologia, nossos ambientes e nosso senso de corpo estão lá para serem moldadas, e que temos agência sobre eles. Meu trabalho serve como um laboratório duradouro para investigar esses modos relacionais por meio de pesquisas sobre tecnologias emergentes e biociências, além de teoria crítica e filosofia da tecnologia, e práticas do conhecimento como qi gong e meditação védica.



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